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sexta-feira, 6 de maio de 2011

A era pós-nuclear

Por Ignacio Ramonet*

Fukushima marca, em matéria de energia atômica, o fim de uma ilusão e o começo da era pós-nuclear. Classificado atualmente como de nível 7, o mais elevado na escala internacional dos incidentes nucleares (INES), o desastre japonês é comparável ao de Chernobyl (na Ucrânia, em 1986), em razão de seus “efeitos radioativos consideráveis sobre a saúde das pessoas e o ambiente”.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Energia nuclear: controvérsias e diálogo

Por Sílvio R. A. Salinas
De São Paulo

Alguns dias depois do desastre de Fukushima, houve um debate aqui na USP, programado para o lançamento de um livro – Energia Nuclear: do anátema ao diálogo, editado pelo Senac de São Paulo – organizado pelo meu colega economista José Eli da Veiga, que é um texto particularmente recomendável nas atuais circunstâncias. A geração de energia elétrica a partir da fissão nuclear, que ainda pesa muito pouco aqui no Brasil, mas que compõe parte substancial da matriz energética no hemisfério norte, sempre veio acompanhada de controvérsias sobre a segurança dos reatores, o gerencialmente dos detritos radioativos, e possíveis conexões com a produção de armamentos.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Perspectivas nucleares após desastre em Fukushima

Da The Economist
O desastre na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi no nordeste do Japão chamou mais uma vez a atenção sobre a segurança da energia nuclear. O desastre irá criar reações em diferentes graus, de critérios mais severos de segurança (que subirão os preços de construção e diminuirão a aprovação de usinas) até mais resistência política e pública para o uso da energia nuclear. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Governo do Japão pede cobertura objetiva sobre crise nuclear

Autoridades japonesas pediram à mídia internacional para conter a cobertura sensacionalista da crise nuclear na usina de Fukushima, noticia Sinead O’Carroll [Business and Leadership, 7/4/11]. Segundo o ministro do Exterior, Chiaki Takahashi, algumas das reportagens sobre o terremoto e o tsunami foram “excessivas” e geraram restrições a produtos japoneses.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Energia nuclear: uma controvérsia centenária

Por Antônio Arapiraca*
Via Terra Magazine

A União Internacional de Química Pura e aplicada (IUPAC, sigla em inglês de International Union of Pure and Applied Chemistry) e a UNESCO declararam 2011 como o Ano internacional da Química. O objetivo dessa iniciativa é reconhecer a química como ciência indispensável à sociedade e sobretudo disseminar entre os jovens, as potencialidades desta ciência.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fukushima: Entre o razoável e o espetáculo

Por Antônio Arapiraca
Via Terra Magazine

No dia 11 de março de 2011 uma hecatombe de proporções colossais atingiu o Japão e deixou um rastro de destruição e perdas incalculáveis. O deslocamento entre as placas tectônicas norte-americana e do pacífico produziu um terremoto de magnitude 8,9 na escala de Richter seguido de tsunami com ondas gigantes. Antes mesmo que a nação nipônica pudesse digerir a tragédia e sentir a dor da perda de seus mortos, uma avalanche midiática agravou ainda mais a situação.

terça-feira, 22 de março de 2011

O ACIDENTE DE FUKUSHIMA-DAIICHI: As lições aprendidas até o momento

Por Leonam dos Santos Guimarães*

Às 14:46 da sexta-feira passada, hora local, o Nordeste do Japão foi atingido por um terremoto de 9,0 graus na escala Richter cujo epicentro foi bem próximo ao litoral e a poucos quilômetros abaixo da crosta terrestre, o maior que se tem registro histórico a atingir uma área densamente populosa e com alto desenvolvimento industrial.

domingo, 20 de março de 2011

TRAGÉDIA NO JAPÃO: Sobre sismos e tsunamis

Por Ulisses Capozzoli* 
Via Observatório da Imprensa

Em menos de uma semana, milhões, talvez bilhões de pessoas em todo o mundo aprenderam, com a duríssima lição japonesa, conceitos básicos de geofísica. Com o terremoto, seguido de tsunami que afetou e ainda afeta o nordeste do Japão, placa tectônica foi um conceito incorporado ao cotidiano de pessoas que vão de donas de casa a estudantes, passando por jornalistas, economistas e políticos.

sábado, 19 de março de 2011

As usinas nucleares são seguras?

Por Paulo Sato
Via Nova Escola
 
Um acidente na Usina de Angra dos Reis em maio de 2009 fez os brasileiros relembrarem o eterno fantasma do vazamento em Chernobyl, que ocorreu na Ucrânia em 1986, e levantou a questão: será que esse tipo de usina é seguro? Os especialistas garantem que sim. "Verificando o histórico de operação de usinas ocidentais, é possível constatar que se passaram mais de 50 anos sem acidentes com vítimas fatais.

Entenda o processo de enriquecimento de urânio - Infográfico

Via Último Segundo

O enriquecimento de urânio permite a produção de combustível para alimentar uma central nuclear, assim como material para a carga de fissão de uma bomba atômica. Entenda abaixo como funciona o processo de enriquecimento do mineral.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Aprenda sobre energia nuclear com as informações da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Para que o leitor possa entender mais sobre os eventos nucleares que aconteceram na usina termonuclear de Fukushima, no Japão, o fóton Blog disponibiliza material educacional sobre energia nuclear que foi preparado e publicado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)


  • Fissão

  • Energia Nuclear e Fissão
    neutron
    A energia que o núcleo do átomo possui, mantendo prótons e nêutrons juntos, denomina-se energia nuclear.
    Quando um nêutron atinge o núcleo de um átomo de urânio-235, divide-o e ocorre a emissão de 2 a 3 nêutrons. Parte da energia que ligava os prótons e os nêutrons é liberada em forma de calor. Este processo é denominado fissão nuclear.


  • Fissão em Cadeia


  • Os nêutrons liberados na fissão atingem, sucessivamente, outros núcleos, como pode ser visto a seguir:

  • fissão em cadeia
    Na fissão nuclear em cadeia, há grande liberação de energia. Para suspender ou minimizar a reação, teríamos que "apreender" os nêutrons liberados, impedindo os choques sucessivos.





  • Controle da Reação


  • barras de controle
    Nos reatores nucleares, a reação acontece dentro de varetas que compõem uma estrutura chamada elemento combustível. Dentro do elemento combustível há também barras de controle, geralmente feitas de cádmio, material que absorve nêutrons. Estas barras controlam o processo.
    Quando as barras "entram totalmente" no elemento combustível, o reator pára; quando saem, ele é ativado.





  • Reator PWR

  • As usinas Angra I e Angra II são do tipo PWR (a água pressurizada). Veja abaixo uma representação da Usina Angra I.

  • reator pwr
    O vaso de pressão contém a água de refrigeração do núcleo do reator. Essa água circula quente por um gerador de vapor, em circuito fechado, chamado de circuito primário. A outra corrente de água que passa por esse gerador (circuito secundário) se transforma em vapor, acionando a turbina para a geração de eletricidade. Os dois circuitos não têm comunicação entre si.



  • Por quê Energia Nuclear


  • A utilização da energia nuclear vem crescendo a cada dia. A geração nucleoelétrica é uma das alternativas menos poluentes; permite a obtenção de muita energia em um espaço físico relativamente pequeno e a instalação de usinas perto dos centros consumidores, reduzindo o custo de distribuição de energia.
    Outras fontes de energia, como solar ou eólica, são de exploração cara e capacidade limitada, ainda sem utilização em escala industrial. Os recursos hidráulicos também apresentam limitações, além de provocar grandes impactos ambientais.
    Por isso, a energia nuclear torna-se mais uma opção para atender com eficácia à demanda energética no mundo moderno.





Comunicado da CNEN sobre os acidentes em usinas nucleares japonesas

Via CNEN

Atenta aos acontecimentos no Japão envolvendo usinas nucleares e sensível aos anseios que eles podem despertar na população brasileira quanto à segurança das usinas Angra 1 e Angra 2, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) vem a público trazer alguns esclarecimentos:

Eletronuclear rejeita alterar o cronograma de Angra 3

Via Valor Econômico

Os problemas apresentados pelo complexo nuclear japonês de Fukushima 1 a partir do terremoto seguido de tsunami, no dia 11, ainda não geraram nenhuma perspectiva de alteração no projeto e nem no cronograma da usina de Angra 3, a única atualmente em construção no Brasil. "Hoje nada do que aconteceu aponta para a necessidade de mudança de projeto. Portanto, segue tudo como antes", disse ao Valor Luiz Soares, diretor técnico da Eletronuclear, a estatal responsável pela construção e operação da usina. Angra 3 tem previsão de operar em 2014.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Como funciona um reator nuclear - Infográfico

fonte: extras.ig

À sombra da catástrofe nuclear

Por David Case, do Global Post

O desastre nuclear em Fukushima, Japão, continua a se agravar. Múltiplas explosões fizeram saltar os tetos e paredes externas de reatores da usina e uma luta heróica está em curso, para prever o pior. Durante vários dias, as autoridades tentaram tranquilizar o público. Agora, pedem ajuda. Para obter respostas independentes sobre os riscos enfrentados pela população, o Global Post entrevistou Arnold Gundersen, de 39 anos, ex-veterano da indústria nuclear. 

Japão 2011 - De Angra a Fukushima

Por Bruno Mota*
Do Rio de Janeiro
Via blog Milliways Lounge

Os prédios contendo dois reatores da Usina Termoelétrica Nuclear de Fukushima, no Japão, explodiram; uma quantidade (e qualidade) não especificada de 'radiação' escapou, e os técnicos no local parecem incapazes de impedir o aquecimento descontrolado dos reatores. Por mais terriveis que sejam o terremoto e tsunami concomitante que atingiram o Japão, com um numero de mortos confirmados muito maior do que a mais pessimista estimativa plausível para a quantidade de eventuais vítimas fatais por radiação, é o espectro da catastrofe nuclear, mesmo que vagamente definida, que assusta.
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