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terça-feira, 15 de março de 2011

Telescópio Espacial Webb, o sucessor do Hubble

Por Domingos Sávio de Lima Soares*
De Belo Horizonte 
15 de março de 2011

O Telescópio Espacial Hubble (HST, de Hubble Space Telescope) é um grande sucesso da astronomia observacional. Trata-se do primeiro telescópio óptico orbital e deverá continuar em operação, pelo menos, até 2013. As extraordinárias realizações científicas e os detalhes do telescópio podem ser apreciados no relato, de minha autoria, intitulado “O Telescópio Espacial Hubble”. A grande questão é então: “E depois do Hubble, o que virá?”.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pisa, mas não humilha

Por Luciano Rezende Moreira

Na semana que passou foram divulgados os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Pisa 2009. Para uma economia que está posicionada entre as dez maiores do mundo, a 54ª posição entre os 65 países avaliados é no mínimo embaraçosa. Uma economia pujante, que esse ano vai crescer em ritmo chinês, ainda incapaz de garantir educação de qualidade ao seu povo - diferentemente desta mesma China, que ocupa o primeiro lugar na lista.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Série Reino das Galáxias: O fabuloso CCD - da Astronomia para as populares câmeras digitais

Por Domingos Sávio de Lima Soares*
Publicado no site do autor 
24 de outubro de 2007
Semanalmente republicaremos no fóton a Série o Reino das Galáxias.

Sensor de imagem CCD
Todos nós ficamos maravilhados com a praticidade, eficiência e qualidade das fotografias obtidas com as câmeras digitais. Estas câmeras equipam até mesmo muitos modelos de telefones celulares. Poucos sabem que esta maravilha tecnológica é uma filha legítima da Astronomia moderna! O personagem principal das fotos digitais atende pelas iniciais "CCD", que vêm da expressão em inglês "Charge-coupled device", ou, "Dispositivo de cargas acopladas".

domingo, 28 de novembro de 2010

Série Reino das Galáxias: As Nuvens de Magalhães, duas galáxias-satélites da Via Láctea

Por Domingos Sávio de Lima Soares*
Publicado no site do autor 
28 de agosto de 2007
Semanalmente republicaremos no fóton a Série o Reino das Galáxias.

Gostaria de sugerir uma emocionante aventura pelos céus: estamos em excelente época para começarmos a nos preparar para ver, à vista desarmada, uma galáxia inteira! Com sorte, duas! Trata-se da GRANDE NUVEM DE MAGALHÃES e da PEQUENA NUVEM DE MAGALHÃES! 

Ambas são galáxias anãs, com formatos irregulares, satélites de nossa própria galáxia, a Via Láctea. Mas nada mal para se iniciar no fabuloso mundo das galáxias...

sábado, 20 de novembro de 2010

Série Reino das Galáxias: Edwin Hubble e a descoberta das galáxias.

Por Domingos Sávio de Lima Soares*
Publicado no site do autor 
18 de julho de 2007
Semanalmente republicaremos no fóton a Série o Reino das Galáxias.
 
Edwin Powell Hubble (1889-1953)

O Sol, os planetas, os asteróides -- os quais nada mais são do que "planetas" pequenos e disformes --, os maravilhosos cometas, estes são os principais habitantes deste "universo" bastante rico, misterioso e comentado: o sistema solar! É nele que se localiza a nossa tão mal-tratada Terra, o planeta, em que nascemos. O nosso vizinho mais próximo, a Lua, o satélite natural da Terra, aparece periodicamente em formas variadas e belas, marcando pontualmente as semanas e os meses, durante a nossa viagem anual em torno da estrela, que conhecemos pelo nome de Sol.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Uma brevíssima história da Astronomia – Da antiguidade até Newton


De Florestal/MG

Quero começar este texto propondo um experimento: imagine você em algum lugar do planeta Terra, no ano de 350 antes de Cristo aproximadamente (2360 anos atrás...). Você acorda, toma sua água, come seu alimento, e vai passear do lado de fora de sua casa (era um feriado e você não tinha que trabalhar). Daí, sendo uma pessoa bem inteligente, você se pergunta: “O Sol, aquela coisa quente lá em cima, todos os dias nasce daquele lado e se põe daquele outro lado. Por que isto acontece?”

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Novo estudo revoluciona a teoria da aparição da vida na terra.

Por Juliette Savin*
Do Rio de Janeiro/RJ

A aparição de células complexas, que possuem um núcleo para armazenar o DNA, pode ter acontecido uma só vez na história da vida na Terra. É o que dizem cientistas europeus, em um estudo publicado na revista Nature, no dia 21 de outubro de 2010.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

focas do fóton: Você sabe o que é um Submarino?

Por Rafael Marcos Garófalo*
De Curvelo - MG

O que são submarinos?
São embarcações especializadas para operar tanto na superfície quanto nas profundezas dos mares. Em geral, são estruturas grandes, mas existem também pequenos submarinos, e independente do seu tamanho necessitam de uma estrutura capaz de resistir à forte pressão hidráulica das grandes profundidades do oceano.

domingo, 31 de outubro de 2010

O Despertar da Consciência.


Por Thiago Gomes de Mattos*
De Stuttgart/Alemanha 

A teoria da evolução das espécies afirma que o homem é o resultado de um complexo processo de mutação e seleção natural. Seres muito simples sofreram transformações um tanto aleatórias com o passar do tempo. Aquelas novas espécies cujas mudanças as colocaram em melhores condições de adaptação, sobreviveram.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

2011: Ano Internacional da Química

Por Renata Nunes*
De Cabo Frio/RJ

Nesse momento no qual as mais diversas áreas do conhecimento celebram os ganhadores do prêmio Nobel, é importante olhar para o passado e ver as contribuições que outros laureados trouxeram para nossas vidas.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A dona baratinha

Por Roberta Smania Marques*
De Campina Grande/PB

“A barata diz que tem sete saias de filó, é mentira da barata ela tem é uma só” Quem nunca cantou essa música? Muita gente tem nojo e até medo deste pequeno animal, vamos conhecer um pouco mais sobre ele? Não tem porque ter medo de barata! Este inseto pode ter de alguns milímetros até 10 centímetros de comprimento (depende da espécie). Possui três pares de patas, um par de antenas e mandíbulas mastigadoras.

A maioria vive em lugares quentes e úmidos. Existem no planeta há mais de 300 milhões de anos e foram catalogadas cerca de 5.000 de espécies. Possuem hábitos noturnos, ou seja, é normalmente de noite que elas procuram comida e parceiros para se reproduzirem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Jubartes em Foco

Lua-de-mel das gigantes
Por Roberta Smania
14/08/2010
Campina Grande - PB
Publicado originalmente no suplemento A Tardinha do jornal A Tarde/Ba

Apesar de viverem nos mares e oceanos as baleias são mamíferos e não peixes. Elas respiram o oxigênio da atmosfera por um orifício no alto da cabeça que é filtrado pelos seus pulmões. Para expulsar o ar dos pulmões ela sobe novamente para a superfície e esguicha a água pelo orifício em jatos que podem alcançar até três metros. As Baleias Jubarte (Megaptera novaeangliae) são enormes, os machos medem entre 15 e 16 metros de comprimento e as fêmeas de 16 a 17 metros. Grandes e pesadas: os adultos pesam aproximadamente 40.000 quilos! Identificar uma Jubarte nadando não é tão difícil: elas possuem a parte superior totalmente negra e a parte inferior branca ou um pouco mais escura. A cabeça e mandíbula inferior são cobertas por pequenas protuberâncias que parecem caroços na pele. Ela está na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção/Ibama e é protegida desde a proibição da caça em águas brasileiras em dezembro de 1987. As Jubartes são cosmopolitas, ou seja, elas não vivem em um só lugar. Passam longas temporadas nas águas geladas da Antártida e viajam por três meses até chegar no Atlântico Sul Ocidental para passar a lua-de-mel. Elas chegam aqui no litoral baiano no mês de julho e ficam até novembro. Elas escolhem lugares lindíssimos como a Praia do Forte, Abrolhos, Itacaré e Morro de São Paulo. Nessa época as águas estão quentinhas, são límpidas e formam o cenário ideal para a reprodução e para as primeiras peripécias dos filhotes. Setembro e outubro são os meses mais fáceis para vermos inclusive mamães com seu filhotinhos nas águas rasas perto da costa.

sábado, 11 de setembro de 2010

Físico: um profissional preparado para resolver problemas

 Olá Leitores do CTCL,

Hoje apresentamos com enorme prazer um post gentilmente cedido pelo físico mineiro Thiago Gomes de Mattos. O Dr. Thiago tem graduação e mestrado em física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Doutorado em Física pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e realiza pesquisas na área de Física Estatística e Termodinâmica, trabalhando com métodos computacionais para estudar autômatos celulares, dynamic scaling, sistemas fora do equilíbrio e crescimento de interfaces rugosas. Atualmente Thiago realiza estágio pós-doutoral no Max Planck Institute for Metal Research em Stuttgart na Alemanha e deixa aqui no CTCL suas impressões sobre a profissão do Físico.

Mais informações sobre o autor e sua carreira podem ser encontradas no seu Currículo Lattes.

Boa Leitura

Prof. Antônio Arapiraca

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Físico: um profissional preparado para resolver problemas 

Por Thiago Gomes de Mattos,
Stuttgart - Alemanha
Sábado, 5 de junho de 2010


Não são raras as vezes em que, ao responder à pergunta “qual é a sua profissão?”, escuto comentários do tipo “você é louco!”, ou o clássico “você deve ser muito inteligente!”. Ora, escolher a Física como profissão não é sinal de inteligência, muito menos de loucura. Loucura seria escolher uma atividade laboral que não te desse o mínimo de prazer em seu exercício. E “inteligência” não se mede pelo conhecimento em matemática ou em qualquer Ciência Exata, mas sim pela relevância dos resultados que você obtém em seu trabalho, seja ele qual for.

Inteligência e loucura à parte, escolher a profissão de cientista ainda requer uma certa dose de coragem. Pelo menos no Brasil, um país que, apesar do notável (e recente) crescimento no panorama econômico mundial, ainda investe pouco em Ciência e Tecnologia, em comparação com diversos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Além disso, ainda existe uma certa idéia engessada na cultura brasileira de que a academia é uma escolha profissional ruim, com péssimas perspectivas financeiras. Mas isso, na verdade, é uma grande falácia, oriunda de uma geração acostumada a respeitar somente um seleto e celebrado conjunto de profissões, tais como Engenharias, Direito e Medicina. E,infelizmente, alguns jovens que optam por carreiras científicas, ainda têm que lidar com a dificuldade de “convencer” seus familiares de sua opção profissional.

Mas, uma vez vencida a barreira da “coragem”, um horizonte profissional muito interessante se abre diante de você. Um horizonte bastante diverso daquele que se vê no “mercado padrão”, aquele das empresas, indústrias, escritórios e hospitais. Você se vê diante de uma gama enorme, quase infinita, de conhecimento. E, tão importante quanto a perspectiva do aprendizado, o surgimento de novos desafios: problemas não resolvidos, perguntas não respondidas e questões em aberto. Esse é o desafio do cientista: fornecer respostas para as muitas perguntas existentes e, muito mais do que isso, propor novas perguntas relevantes para a comunidade científica. A cada resposta fornecida, muitas novas perguntas surgem. Ainda bem.

Dentro desse contexto da pesquisa científica, posso falar com certa propriedade do papel do Físico. É claro que ainda tenho muito chão para percorrer, mas já posso compartilhar a experiência que adquiri nesses meus pouco mais de 10 anos de profissão.

A Física é uma ciência muito interessante, não só por sua proposta primordial de tentar entender racionalmente como funciona o universo em torno de nós, mas também por sua notável interdisciplinaridade: o físico interage com profissionais (cientistas ou não) de diversas áreas, tais como químicos, biólogos, cientistas sociais, filósofos, economistas, engenheiros e, pasmem!, administradores de empresas. Isso demonstra que a Física é muito mais que as Leis de Newton, a Mecânica Quântica ou a famigerada equação de Einstein para a energia de repouso de um corpo, E=mc2.

O segredo dessa forte interatividade está no fato de que o físico é um profissional treinado para resolver problemas. Não somente problemas como o consagrado plano inclinado da Mecânica Clássica, ou os ciclos da Termodinâmica, ou o átomo de Hidrogênio. Mas problemas em geral. O físico está preparado para encarar uma situação, i.e. um problema, de forma pragmática: qual é a situação atual? Aonde se quer chegar? Quais são as ferramentas à minha disposição? Qual a forma ótima de chegar ao objetivo proposto?

É claro que, apesar da aparente simplicidade da proposição da “equação”, um conhecimento técnico específico da área em que se localiza o problema é necessário para o cumprimento da tarefa (Quais são as ferramentas à minha disposição?). Não estou dizendo que um físico pode chegar, do nada, a uma empresa e começar a ditar algoritmos para o melhor estratagema corporativo. Longe dessa petulância! Não obstante, com algum aprendizado das ferramentas disponíveis no mercado de atuação de tal empresa, o físico é capaz de desenvolver habilidades para elaborar estratégias com destreza diferenciada. E isso tem sido reconhecido no últimos tempos, haja visto que há físicos ocupando importantes posições em diversas empresas de inúmeros ramos profissionais, desde a metalurgia até o mercado financeiro.

Cai, portanto, o mito do físico nerd que domina nada mais que equações, gráficos e conceitos abstratos. O físico é um profissional treinado para resolver problemas.
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