domingo, 15 de julho de 2012

Antártida, o deserto polar



Por Tamara Talita*
De Curvelo-MG

A primeira pessoa a avistar o continente foi o capitão russo Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen em 1817. Logo em seguida os caçadores começaram a explorar a região e foram os primeiros seres humanos a enfrentar o inverno rígido da região. Nessa época as ilhas da Antártida pareciam abatedouros de tantos lobos-marinhos, focas e baleias mortas aos milhares. O lado positivo (se é que se pode dizer isso) é que com esses extermínios houve a descoberta de mais terras no continente, o que favoreceu a possibilidade de se mapear esse novo mundo ainda não explorado geograficamente.


Nos anos 50 a ocupação foi efetivada e o continente declarado como de administração internacional, ou seja, não tem um líder único ou não é somente posse de um determinado país. Em 1959, uma reivindicação de vários países fez com que houvesse um tratado, denominado Tratado da Antártida, em que os países se comprometem a cooperar internacionalmente, permitindo a liberdade de exploração científica e a utilização pacífica da Antártida, proibindo a utilização de explosões nucleares e depósito de resíduos radioativos em seu território, as reivindicações foram congeladas por seus signatários que atualmente são 27 (incluindo o Brasil que se juntou ao grupo em 1975). Esse tratado determinou que até 1991, a Antártida não pertencia a nenhum país em especial, apenas sendo usada para instalação de bases de estudos. Em 1991, uma nova reunião internacional prorrogou até 2041 que esse continente é de toda a humanidade, podendo ser usado tanto para pesquisas quanto para turismo. Nestes tratados os países também se comprometem a preservar o meio ambiente do continente gelado.



A primeira expedição brasileira aconteceu em 1983 com o navio Barão de Teffé que em 5 de janeiro daquele ano chegou ao continente Antártico na Ilha King George, onde fundeou ao longo da Estação Polar polonesa Arctowski. Esta expedição deu início ao Programa Antártico Brasileiro com a instalação da base científica Comandante Ferraz na Ilha do Rei Jorge, a qual contava com 4 refúgios, feitos de um ou dois containers, onde os pesquisadores podiam ficar num período de 30 a 40 dias. Infelizmente, em 25 de fevereiro de 2012, um incêncio destruiu 70% das instalações desta estação Antártica e parte significativa das pesquisas brasileiras sobre o continente se perdeu.



O clima da Antártida é frio e extremamente seco, entretanto na maior parte do continente, a neve nunca derrete, transformando-se em geleiras que formam plataformas de gelo. Por esse motivo não tem possibilidade de população permanente, embora exista uma população residente de cientistas e pessoal de apoio nas bases polares. Por ter um clima tão atípico na Antártida acontecem alguns eventos climáticos, como a aurora austral (conhecida como luzes do sul) e pó de diamante (neblina composta de pequenos cristais de gelo). No quesito fauna a Antártica é caracterizada por uma pequena variedade de espécies, grande número de indivíduos e pelo ciclo sucessivo de migração.

Um ponto interessante é que apesar de existir uma pequena variedade de aves, elas se apresentam em grandes quantidades. A ave que caracteriza a Antártida, e que nos vem logo a cabeça quando este nome é dito, são os pingüins. Aves que possuem remos como asas, possibilitando que nadem com rapidez, atingindo altas velocidades.

*Tamara Talita da Silva tem 17 anos e é estudante do 2º ano do curso técnico em Eletrotécnica no Campus X do CEFET/MG na cidade de Curvelo -MG.

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