terça-feira, 22 de novembro de 2011

Os telescópios de rastreio do European Southern Observatory - ESO

Créditos Steven Beard - UKATC
Dois novos e potentes telescópios - o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA) e o VLT Survey Telescope (VST) - encontram-se em operação no observatório do ESO no Paranal, no norte do Chile. São, sem dúvida, os telescópios mais potentes do mundo dedicados a rastreios/levantamentos astronó(ô)micos e farão aumentar enormemente o potencial de descobertas do Observatório do Paranal.

Muitos dos objetos astronó(ô)micos mais interessantes - desde os minúsculos mas potencialmente perigosos asteroides que se encontram próximo da Terra até aos mais distantes quasares - são raros. Encontrá-los assemelha-se a encontrar uma agulha num palheiro. Os maiores telescópios, tais como o Very Large Telescope (VLT) e o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, apenas conseguem explorar uma parte muito diminuta do céu em cada momento, no entanto o VISTA e o VST estão preparados para fotografar grandes regiões do céu rapidamente e com grande precisão. Os dois telescópios levarão cerca de cinco anos para fazer nove levantamentos cuidadosamente planeados/planejados e criarão enormes arquivos de imagens e catálogos de objetos que serão estudados pelos astrónomos nas próximas décadas. Os Telescópios de Rastreio desempenharão um papel vital na preparação das missões de futuras infraestruturas tais como oEuropean Extremely Large Telescope (E-ELT) e o James Webb Space Telescope (JWST).

Os objetos mais interessantes descobertos pelos telescópios de rastreio serão alvo de estudos detalhados efetuados pelo VLT e por outros telescópios sobre a Terra e no espaço. Ambos os telescópios de rastreio situam-se em cúpulas próximas do VLT e por isso beneficiam das mesmas condições excepcionais de observação e de uma operação altamente eficiente.

O VISTA dispõe de um espelho principal de 4.1 metros de diâmetro e é o maior telescópio do mundo dedicado a rastreios/levantamentos do céu. Trabalha nos comprimentos de onda do infravermelho próximo. Este telescópio foi concebido e desenvolvido pelo Reino Unido e tornou-se uma contribuição para o ESO fazendo parte do acordo de acesso do Reino Unido ao ESO, com a subscrição paga pelo UK Science and Technology Facilities Council (STFC). O espelho principal é o espelho mais curvo já construído para um telescópio deste tamanho, tornando a sua construção um feito extraordinário. No interior do VISTA encontra-se uma câmara/câmera de 3 toneladas que contém 16 detectores especialmente sensíveis à radiação infravermelha, com um total combinado de 67 megapixels, o que dá a esta câmara/câmera a maior cobertura já obtida com câmaras/câmeras astronó(ô)micas infravermelhas.

Uma vez que observa em comprimentos de onda maiores que os vistos com o olho humano, o VISTA poderá estudar objetos que serão praticamente impossíveis de observar na radiação visível, uma vez que estão frios, obscurecidos por nuvens de poeira ou então a sua radiação encontra-se deslocada na direção dos maiores comprimentos de onda devido à expansão do espaço durante a longa viagem dessa radiação, desde o Universo primitivo.

O VISTA pode detectar e catalogar objetos em todo o céu do sul com uma precisão 40 vezes melhor que a obtida nos rastreios/levantamentos infravermelhos anteriores do céu, como por exemplo no muito bem sucedido Two Micron All-Sky Survey. O VISTA começou as operações no Paranal no início de 2010.

O VST é um telescópio de 2.6 metros de última geração equipado com a OmegaCAM, uma câmara/câmera CCD gigante de 268 megapixels com um campo de visão tão grande como quatro vezes a área da Lua Cheia. É um complemento ao VISTA e fará rastreios/levantamentos do céu na região do visível. O VST é o resultado de uma parceria entre o ESO e o Observatório Astronómico Capodimonte (OAC) de Nápoles, um centro de investigação do Instituto Nacional de Astrofísica Italiano (INAF). O VST está em operação no Paranal desde 2011.

Os objetivos científicos destes rastreios/levantamentos incluem muitos dos mais interessantes problemas da astrofísica contemporânea, desde a natureza da energia escura até à ameaça dos asteroides que se encontram próximos da Terra. Grandes equipas/equipes de astró(ô)nomos de toda a Europa conduzirão estes rastreios/levantamentos. Alguns destes rastreios/levantamentos cobrirão a maior parte do céu do sul enquanto outros se focarão em áreas de menor dimensão.

Tanto o VISTA como o VST produzirão enormes quantidades de dados - uma única imagem obtida pelo VISTA terá 67 megapixels e as imagens da OmegaCAM do VST terão 268 megapixels. Os dois Telescópios de Rastreio/Levantamento produzirão muito mais dados por noite do que todos os instrumentos do VLT combinados. O VISTA e o VST produzirão mais de 100 Terabytes de dados por ano.

fonte: Site da ESO

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