quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ruídos e odores da poluição

Por Petrus Galvão 
Do Instituto Mar Adentro
Via o Blog Olho de Biólogo


Image: Photograph: Wuhan/AP
Após resistirem milhões de anos à pressão da seleção natural, as espécies que conhecemos hoje enfrentam um novo desafio: a poluição. A ciência noticia desde mais de 50 anos efeitos deletérios que resíduos das atividades humanas exercem sobre os indivíduos e suas populações.


Em 2007, um estudo demonstrou a ação tóxica do cobre sobre o tecido que enerva o sistema de percepção olfativa do salmão.

Este órgão sensorial é utilizado para alimentação, reprodução, orientação e também para evitar predadores. Entretanto o cobre, um elemento da classe dos metais pesados, é essencial para a manutenção da atividade biológica. Este metal tanto cataliza reações químicas como é constituinte de sítios ativos de proteínas.

Os organismos evoluíram na presença dos metais pesados, uma vez que estes estão na Terra desde o início de sua história, de forma que temos muitos exemplos onde os metais se fazem fundamentais para a vida (ex. o complexo hemoglobina que transporta oxigênio no sangue é formado por ferro). Porém, a atividade industrial tem remobilizado estes elementos da crosta terrestre em proporções maiores ou iguais às ações erosivas, e os tem disponibilizado aos organismos lançando efluentes em rios, mares e oceanos.


Image: Photograph: Wuhan/AP

Apesar de serem dados já bem estabelecidos pela ciência, ainda se observa a cultura do “poder de diluição infinita do mar”, o que é um grande equívoco. Devemos todos nos empenhar para reduzirmos a emissão de efluentes no ambiente, a fim de manter o “inimigo” (poluentes) longe dos ambientes naturais. O fracasso nesta empreitada é irreversível, uma vez que a extinção de uma espécie é definitiva. Façamos cada um de nós, a nossa parte.

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