quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Volúpia.


Por Débora M. Alcântara*

A língua em lâmina
Cortava, ácida,
Em pleno crepúsculo
O lombo da maçã
Feria a ferro
a ferida fulcrada
Na calada da caça
A pele marcada
Pelica, luvas
O crime perfeito
O gume da espada - sangria
O lume da brasa - luzia
Escorria o pecado entre os dentes
E um sorriso de lambedeira
Envergonhava Calígula
Atrás da porta.

*Débora M. Alcântara é Jornalista independente em Salvador/Ba

2 comentários:

Anônimo disse...

MUUUUUUITO BOOOM *.*

Jéssica Daiane disse...

lembro disso no seu blog particular ...
kkkk

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