segunda-feira, 1 de novembro de 2010

focas do fóton: Você sabe o que é um Submarino?

Por Rafael Marcos Garófalo*
De Curvelo - MG

O que são submarinos?
São embarcações especializadas para operar tanto na superfície quanto nas profundezas dos mares. Em geral, são estruturas grandes, mas existem também pequenos submarinos, e independente do seu tamanho necessitam de uma estrutura capaz de resistir à forte pressão hidráulica das grandes profundidades do oceano.

Eles são usados largamente para guerra e pesquisas cientificas, mas desempenham outras funções como disputas entre universidades, em construções submersas, salvamentos e recuperação de destroços no fundo do mar, ou até mesmo em resgates de outros submarinos.

Típico Submarino nuclear usado em guerras e exercícios militares. 
Submarino utilizado em pesquisa científica e salvamentos.
Mas o que é pressão hidráulica?

A pressão hidráulica é devida ao peso que certa coluna de qualquer líquido exerce sobre qualquer objeto. Assim, a pressão é a força (ou o peso da coluna do líquido) sobre a área total do objeto. Em outras palavras, a pressão aumenta de acordo com a profundidade (pois a altura da coluna de água exercendo peso é maior) e diminui quanto maior for a área do objeto (ou pessoa). Sendo assim, uma pessoa sofre mais pressão hidráulica que uma baleia se ambos estiverem na mesma profundidade.

Quanto mais fundo o mergulhador desce, mais pressão ele sente.

A grande maioria dos grandes submarinos militares em operação atingem profundidades entre 300 e 400 metros. Numa profundidade de 300 metros, um destes enormes submarinos,  está sob uma pressão de cerca de 86 toneladas. Com tanta pressão assim, fica até difícil imaginar como o ser humano poderia chegar até as profundezas dos mares.

Visão artística de um submarino militar em operação.

Porém, o mais profundo que um ser humano foi capaz de chegar foi a 4,5 km de profundidade, graças ao micro submarino Alvin. O Alvin entrou para a história por ser o primeiro submersível a iluminar os destroços enferrujados do Titanic além de conduzir cientistas às profundezas para descobrir ecossistemas com vermes gigantes e estranhas criaturas que vivem nas geladas águas do fundo do mar.

Para substituir o “ultrapassado” Alvin, um novo veículo está sendo construído com paredes de 7,5 cm de espessura e no formato esférico que segundo pesquisadores, é a forma que mais resiste à pressão esmagadora. O novo veículo chegará a 6,5 km de profundidade.

Submarino Alvin em ação.
Aposentadoria decretada após décadas de operação.
O substituto do Alvin:
a nova embarcação vai conseguir atingir áreas ainda mais profundas do que o submarino anterior

A seguir vai um trecho de uma reportagem da Revista Época de 27/08/2008 que fala sobre o Alvin. O repórter (não identificado) descreve com suas próprias palavras o submarino e sua emoção:

“Desci até o centro da esfera de titânio de 1,5 metros de diâmetro, capaz de suportar a tremenda pressão de 450 kg por cm² existente a 4,5 mil metros de profundidade. O espaço era claustrofóbico. Só havia espaço para a cadeira do piloto e seus controles de navegação. Diante dele, duas minúsculas janelas de um palmo de diâmetro com vidros bem grossos eram as únicas formas de contato com o mundo exterior. Mas onde ficavam os pesquisadores? Fui informado que estes se sentavam em almofadas no chão, um de cada lado do piloto, e lá permaneciam, apesar das mais que prováveis câimbras e adormecimentos das pernas, durante as 12 horas de cada mergulho: quatro horas para descer ao fundo do mar, quatro horas lá embaixo e outras quatro até subir de volta à superfície.”

*Rafael Marcos Garófalo tem 16 anos, é estudante 1 ano do curso técnico em Eletrotécnica no campus X do CEFET/MG na cidade de Curvelo,  adora acompanhar esportes (sobretudo futebol e F1) e inovações tecnológicas. Curte notícias, diversão com amigos e um bom livro.


4 comentários:

ana elisa novais disse...

Adorei o texto. Muito bem organizado, com informações claras e relevantes.

Legal também pensar que esse texto passou por um processo. Ele foi planejado, escrito, revisto, reescrito, publicado. Esse é o processo da escrita, principalmente a jornalística. Ninguém escreve um texto e publica sem revisá-lo, mesmo em um blog.

Uma dica: tem um trecho que se repete, que é a apresentação do rafael. Acho que esse texto pode ficar só no final, e não precisa compor a legenda de uma das fotos.

Joao Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
EDSON FREITAS disse...

TEXTO BEM ELABORADO E MUITO INFORMATIVO.
ISSO REALMENTE É MUITO INTERESSANTE: CIÊNCIAS E CULTURA DA INFORMAÇÃO VISANDO A FORMAÇÃO DE SERES PENSANTES E CAPAZES DE MUDAR O MUNDO...

Sophia disse...

Muito boa a reportagem, realmente entendi o que é um submarino e melhor ainda melhorou meu conhecimento sobre a materia que está sendo ensinada neste bimestre. Parabéns Rafael.

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