terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Saiba quem foi Celso Furtado

Celso Monteiro Furtado nasceu em Pombal, na Paraíba, em 26 de julho de 1920. Foi um dos mais importantes economistas do século XX e um grande intelectual brasileiro. Foi jornalista, advogado, doutor em Economia, 2º tenente da FEB, membro da CEPAL. Celso Furtado foi professor de grandes universidades na Europa e nos Estados Unidos, embaixador do Brasil junto à Comunidade Européia e ministro da cultura na Nova República.

Em 1956, lançou “Uma economia dependente”, onde analisa a evolução da economia brasileira desde o período colonial até suas transformações recentes. Em 1957, publicou “Perspectivas da economia brasileira”. No ano seguinte (1958), foi para a Inglaterra, onde ministrou um curso na Universidade de Cambridge. De volta ao Brasil, na qualidade de diretor do BNDE, elaborou um estudo visando a solução dos problemas do Nordeste. Com base nesse estudo, o presidente Juscelino Kubitschek enviou ao Congresso Nacional projeto criando a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), criação que se efetivou em dezembro de 1959, sendo Celso Furtado seu primeiro superintendente. Ainda em 1959, ele publicou o livro “Formação econômica do Brasil”, onde analisa a evolução da economia brasileira até o início do processo de industrialização, sendo considerado um dos estudos mais importantes da historiografia brasileira. Em 1960, publicou “A operação Nordeste” e “Desenvolvimento e subdesenvolvimento”. Em 1962, o economista assumiu o Ministério do Planejamento, elaborando o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social. Ao ser exilado pela ditadura militar, em 1964, tornou-se professor em universidades americanas e européias.


Defensor da idéia de que o economista não tem uma formação completa sem dedicar-se à pesquisa, Furtado também considerava que a economia não evoluiu muito como ciência nas décadas recentes. Em sua opinião, a visão moderna da disciplina está muito baseada numa abordagem funcionalista da sociedade. Para ele, a economia está intimamente ligada às questões sociais. A partir de 1979, quando é votada a Lei da Anistia, retorna com freqüência ao Brasil, reinsere-se na vida política e é eleito membro do Diretório Nacional do PMDB. Entre 1982-85, como diretor de pesquisas da Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales, dirige em Paris seminários sobre a economia brasileira e internacional. Em janeiro de 1985 é convidado pelo recém-eleito presidente Tancredo Neves para participar da Comissão do Plano de Ação do Governo, sendo nomeado embaixador do Brasil junto à Comunidade Econômica Européia, em Bruxelas, assumindo o posto em setembro. Integrou a Comissão de Estudos Constitucionais, presidida por Afonso Arinos, para elaborar um projeto de nova Constituição. Em março de 1986 foi nomeado ministro da Cultura do governo do presidente José Sarney; sob sua iniciativa, foi aprovada a primeira lei de incentivos fiscais à cultura. Em julho de 1988 pede demissão do cargo, retornando às atividades acadêmicas no Brasil e no exterior.

De 1987-90 integra a South Commission, criada e presidida pelo presidente Julius Nyerere, e formada por países do Terceiro Mundo para formular uma política para o Sul. Entre 1993-95 é um dos doze membros da Comissão Mundial para a Cultura e o Desenvolvimento, da ONU/UNESCO, presidida por Javier Pérez de Cuéllar. Entre 1996-98 integra a Comissão Internacional de Bioética da UNESCO. Em 1997 é organizado em Paris, pela Maison des Sciences de l’Homme e a UNESCO, o congresso internacional "A contribuição de Celso Furtado para os estudos do desenvolvimento", reunindo especialistas do Brasil, Estados Unidos, França, Itália, México, Polônia e Suíça. No mesmo ano é criado pela Academia de Ciências do Terceiro Mundo, com sede em Trieste, o Prêmio Internacional Celso Furtado, conferido a cada dois anos ao melhor trabalho de um cientista do Terceiro Mundo no campo da economia política. É Doutor Honoris Causa das universidades Técnica de Lisboa, Estadual de Campinas-UNICAMP, Federal de Brasília, Federal do Rio Grande do Sul, Federal da Paraíba e da Université Pierre Mendès-France, de Grenoble, França.
Em agosto de 1997 é eleito para a cadeira n. 11 da Academia Brasileira de Letras. Faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de novembro de 2004.


Obras:


De Nápoles a Paris (1946)
A Economia Brasileira (1954)
Formação Econômica do Brasil (1959)
A Pré-Revolução Brasileira (1962)
Subdesenvolvimento e Estagnação na América Latina (1966)
O Mito do Desenvolvimento Econômico (1974)
A Fantasia Organizada (1985)
A Fantasia Desfeita (1989)
Os Ares do Mundo (1991)
Brasil: uma Construção Interrompida (1992)
Celso Furtado (1997)
Seca e Poder (1998)

fonte: Site da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

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