quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Saiba quem foi Adolpho Lutz

Adolpho Lutz nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de dezembro de 1855. Filho de imigrantes suíços chegados ao País no início de 1850, período considerado como o auge da epidemia de febre amarela, que causou milhares de mortes na capital brasileira. Em 1857 afamília Lutz retornou para a Suíça devido a epidemia de cólera, retornando ao Brasil apenas em 1864, lá deixando dentre os três filhos mais velhos, Adolpho Lutz, para dar continuidade aos estudos. Adolpho só voltou ao Brasil aos 26 anos, formado em Medicina pela Universidade de Berna, e já tendo publicado trabalhos sobre zoologia, clínica e terapêutica durante os anos de formação na Suíça e Alemanha. 

O jovem Adolpho decidira se dedicar à ciência no Brasil, onde a falta de condições sanitárias agravava o quadro da saúde pública. Entre os anos de 1881 e 1886, Lutz instalou seu primeiro consultório na cidade de Limeira, interior de São Paulo, atendendo à população carente e inaugurou os estudos parasitológicos sobre doenças animais. De volta à Alemanha, em 1886, se dedicou à bacteriologia da lepra, cujos estudos o levaram à direção do leprosário de Molokai, no Havaí.

Retornando ao Brasil, até assumir a direção do Instituto Bacteriológico de São Paulo, em 1893, Adolpho Lutz percorreu diversas cidades, no país e no exterior, desenvolvendo conhecimentos em clínica médica, helmintologia, bacteriologia, terapêutica, veterinária, dermatologia, protozoologia, malacologia, micologia e entomologia. Sua trajetória é marcada por grande versatilidade e erudição nos domínios da história natural e biologia bem com pelo engajamento médico e sanitário. Teve, assim, importante atuação como clínico e sanitarista, realizando investigações em campo e em laboratório nas áreas da clínica médica, anatomia patológica, bacteriologia e medicina tropical. Publicou importantes trabalhos e manteve ativa correspondência com pesquisadores estrangeiros, sobre doenças bacterianas e doenças transmitidas por insetos sugadores de sangue e outros hospedeiros. Conservando seus laços com a Europa, Lutz viajava frequentemente para acompanhar as novidades dos centros científicos mais avançados como Paris, Viena e Londres, sendo ainda considerado o pioneiro dos estudos em veterinária no Brasil.

Em 1892, foi criado o Instituto Bacteriológico, um marco na história da ciência no Brasil. Ninguém mais preparado do que Lutz para assumir o comando da instituição enquanto sanitarista, microbiologista, clínico e pesquisador. O período em que esteve à frente do Instituto Bacteriológico caracterizou-se por intensa atividade de pesquisa em laboratório, combinada com ações de grande envergadura na saúde pública: campanhas sanitárias, estudos epidemiológicos e duras controvérsias envolvendo, sobretudo, a febre amarela urbana e silvestre (que anteviu), a malária das zonas paludosas e também das florestas serranas (que descobriu), o cólera, a febre tifóide e a peste bubônica.

Em 1908, com 53 anos, Lutz deixou o Instituto Bacteriológico consolidado como o mais importante centro de pesquisa médica do País e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar em Manguinhos, a convite de Oswaldo Cruz. Lutz trabalhou até sua morte, em 1940, ano em que o Instituto Bacteriológico transformou-se no Instituto Adolfo Lutz, em sua homenagem.

fonte: Site da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

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