quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Estudo diz que número de estrelas no Universo é 3 vezes maior que estimado.


Do G1, em São Paulo.
Anã vermelha 1
Imagem mostra maior abundância de anãs
vermelhas. (Crédito: Universidade Yale)
O total de estrelas presentes no Universo pode ser três vezes maior que o estimado pelos astrônomos, segundo um estudo divulgado na versão online da revista "Nature" por equipe que utilizou telescópio do Observatório Keck, no Havaí. Os pesquisadores, da Universidade Yale, nos Estados Unidos, conseguiram detectar anãs vermelhas em galáxias a distâncias de até 300 milhões de anos-luz.
Estrelas como anãs vermelhas possuem de 10% a 20% da massa solar. Eram detectadas anteriormente apenas dentro da Via Láctea ou nas vizinhas mais próximas por serem pequenas e menos brilhantes que corpos celestes como o Sol. Isto deixava os pesquisadores com dúvidas sobre quantas anãs vermelhas existiriam no Universo.
Aglomerado de estrelas vistas pelo telescópio espacial
Hubble. (Crédito: NASA/Hubble)
Com a pesquisa, a equipe descobriu que aparecem no espaço com uma abundância 20 vezes maior em galáxias elípticas do que dentro da Via Láctea. Para chegar a esta conclusão, os cientistas investigaram galáxias elípticas localizadas entre 50 a 300 milhões de anos-luz.
"Ninguém sabia estimar quantas estrelas desse tipo existiam", disse Pieter van Dokkum, astrônomo da Universidade Yale, autor principal do estudo divulgado na revista científica. "Modelos teóricos traziiam uma gama de possibilidades, mas agora nós temos a resposta a uma questão antiga, de quão abundantes eram as anãs vermelhas no céu."
O aumento no número de estrelas pode colaborar também, segundo van Dokkum, para elevar o montante de exoplanetas no Universo. Um exemplo é Gliese 581g, um planeta a 20 anos-luz do Sistema Solar, que orbita uma anã-vermelha e teria potencial para conter vida, segundo os astrônomos.
"É possível que exista trilhões de 'Terra' ao redor dessas estrelas", afirma van Dokkum, destacando que esses astros, normalmente com mais de 10 bilhões de anos de idade, já estão no Universo por tempo suficiente para a vida complexa ter evoluído nas cercanias. "É uma das razões do interesse dos pesquisadores por este tipo de estrela."
Para Charlie Conroy, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica e co-autor do estudo, a descoberta pode ter impacto na compreensão sobre o nascimento e evolução de galáxias. "Nós normalmente pensamos que outras galáxias são parecidas com a nossa, mas o estudo sugere que outras condições são possíveis", afirma o cientista.

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